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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Questionado sobre o Brasil, diretor da OMS pede ‘coerência e coesão’

Equipe BR Político

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Questionado nesta sexta, 15, sobre a demissão do segundo ministro de Saúde da gestão do presidente Jair Bolsonaro nesta pandemia do coronavírus, o diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, mandou um recado às autoridades, sem direcionar sua resposta diretamente ao chefe do Planalto. “Todos os países estão enfrentando dificuldades”, afirmou, acrescentando que “é difícil manter a coesão e a confiança no meio de uma crise”. Em questão anterior sobre o decreto de serviços essenciais, como salões de beleza e barbearias, Ryan reforçou que a população deve receber informações “coerentes” de seus governantes.

O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, em coletiva nesta sexta

O diretor-executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, em coletiva nesta sexta Foto: Reprodução/OMS

“Vimos um aumento no número de casos no Brasil e no restante da América do Sul e Central. Independente do sistema de saúde, é preciso haver coerência e coesão em todo o governo em relação à sociedade. As comunidades precisam ouvir mensagens coerentes de todas as autoridades”, disse.