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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Ramos em fase pós-marxista

Equipe BR Político

O presidente da Comissão Especial da reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), admite os tapas e beijos que oferece à gestão Bolsonaro. “O governo me vê com bons olhos porque eu defendo a reforma. E a oposição me vê com bons olhos porque eu ataco o governo”, admite o parlamentar ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho em entrevista no Estadão. Assim também fez com o hoje senador Eduardo Braga (MDB-AM), a quem atacava, mas terminou abraçado como candidato a vice-governador do Amazonas após seu partido lhe negar candidatura em 2017. “A omissão para mim não é uma hipótese – e eu pago o preço das minhas escolhas. Essa me levou para o fundo do poço. Foi o pior momento da minha vida pública”, diz.

Ramos também aborda na entrevista a dor com a perda de uma filha, parte dos 16 anos dentro do PCdoB, do qual diz não ser “inimigo”, das leituras de Karl Marx, até chegar ao apoio de partidos de centro, incluindo o de Rodrigo Maia, à sua candidatura na Comissão Especial. A experiência é a primeira de maior impacto político após sua saída do buraco. É com ela que ele espera se cacifar para a campanha a governador do Amazonas em 2022.

 

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