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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Redes bolsonaristas convocam para jejum e manifestação

Vera Magalhães

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As novas deixas dadas por Jair Bolsonaro atiçaram os exércitos bolsonaristas nas redes sociais. Horas antes da entrevista em que o presidente disse à Jovem Pan que precisa de “apoio popular” para implementar medidas que talvez o Congresso e o Judiciário o impeçam de adotar para garantir o fim do isolamento social, as milícias digitais bolsonaristas já haviam iniciado uma convocação para manifestações no próximo domingo, dia 5. Com a entrevista, esses apelos ganharam escala e chegaram aos temas mais comentados do Twitter.

Além disso, Bolsonaro encerrou a entrevista clamando que cristãos façam um dia de jejum pela volta da normalidade ao País e a vitória contra o coronavírus. Isso logo depois de dizer que “Papai do Céu” ajudaria o Brasil.

De pronto, as redes foram tomadas por conclamações ao jejum sugerido pelo presidente, associando também o ato ao mesmo dia 5 em que se estava pedindo que as pessoas fossem às ruas e dessem fim ao isolamento social.

Imagem de convocação para as manifestações

Imagem de convocação para as manifestações

O ativista Allan dos Santos, do blog bolsonarista Terça Livre, comandou uma live em que ele e colaboradores do canal dizem que vão para as ruas e chegaram e exibir em vídeo uma arte de Bolsonaro arrastando os cadáveres dos governadores João Doria Jr., de São Paulo, e Wilson Witzel, do Rio de Janeiro.

O guru Olavo de Carvalho disse que Bolsonaro precisa “desarmar as pessoas poderosas”, que também chamou de “elite traiçoeira” e criar uma “militância popular organizada, forte e agressiva”, sugerindo o caminho adotado na Venezuela, onde antes Hugo Chávez e, depois, Nicolás Maduro, criaram uma milícia assalariada e fortemente armada que hoje responde em grande parte pela resistência da ditadura bolivariana.