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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Segundo turno na reforma da Previdência em risco?

Equipe BR Político

A reforma da Previdência, que estava com o seu caminho aparentemente azeitado no Senado, pode ser usada por senadores para fazer pressão sobre o governo. Isso porque, nesta terça-feira, 1, parlamentares ameaçam parar tramitação da proposta após a votação em primeiro turno no plenário da Casa, prevista para ocorrer ainda hoje.

Simone Tebet e Tasso Jereissati durante debates da CCJ do Senado para votação do relatório da reforma da Previdência

Simone Tebet e Tasso Jereissati durante debates da CCJ do Senado para votação do relatório da reforma da Previdência. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A insatisfação é atribuída ao risco de a divisão dos recursos do megaleilão do petróleo ser alterada na Câmara. Além disso, senadores cobram a liberação de emendas parlamentares. Segundo o líder do PSL no Senado, Major Olimpio (SP), a maioria dos senadores alertou que a votação de hoje vai ocorrer “pelo Brasil”, mas, se compromissos assumidos pelo governo não forem cumpridos, não haverá o segundo turno de votação, segundo o Broadcast Político. No calendário da medida, a votação do segundo turno seria feita no próximo dia 10.

A preocupação com o pacote do chamado pacto federativo e com a liberação de emendas foi discutida em reunião de lideranças partidárias no gabinete da presidente da CCJ do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), antes da sessão do colegiado que deu aval à proposta de reforma da Previdência.

O relator da proposta admitiu a preocupação. “Eu não estou nesse grupo. Sempre levanta (preocupação), a gente quer que se vote. Não sou eu quem quero, é o País que quer que se vote o mais rápido possível. Existe, mas isto faz parte da vida política, outras negociações em paralelo”, declarou Jereissati após a sessão na CCJ que aprovou a reforma no início desta tarde.