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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Reforma tributária no telhado

Vera Magalhães

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A reforma trubutária, quem diria, subiu ao telhado. O renovado otimismo neste semestre com o andamento de (alguma) proposta de mudança fiscal e tributária sempre nos pareceu, aqui no BRP, exagerado. Isso porque, além de não haver consenso sobre alguma das ideias na praça, a proximidade do calendário eleitoral dificulta o avanço das discussões.

Pois agora, depois de enviar a sua fase 1 da reforma ao Congresso, apenas com a unificação do PIS e da Cofins, o governo resolveu tentar frear o avanço das propostas que já estão em tramitação no Legislativo, conforme informa Folha neste sábado.

O argumento da equipe econômica é que as reformas em discussão não agradam a prefeitos e governadores. Com isso, a ideia é retirar o apoio aos projetos já em curso e apostar numa versão própria mais “modesta” e “realista”. Resta saber o que o ministro Paulo Guedes entende por realista, uma vez que sua principal medida de reforma, a criação de um imposto sobre transações financeiras, é considerada pouco factível pelos congressistas.

O mais provável é que nada ande neste ano, devido à ênfase de Guedes na “nova CPMF”, às eleições e ao estado das contas públicas no pós-pandemia, que vai desencorajar todos os governantes a aceitarem abrir mão de qualquer arrecadação em nome de uma maior previsibilidade fiscal.