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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Reforma tributária pronta para deslanchar?

Equipe BR Político

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Sinais vindos dados pelo Congresso e pelo Planalto apontam que a reforma tributária chega ao segundo semestre como prioritária entre parlamentares e o governo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no Congresso

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, no Congresso. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Em entrevista a diferentes canais de comunicação da noite de domingo, 5, tanto o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, falaram sobre o tema.

“Acho que ela é a prioridade para o País voltar a ser competitivo no setor privado, melhorar a produtividade do setor privado”, afirmou Maia em entrevista à Globo News. Ele prometeu a retomada dos debates a partir desta semana. “Eu disse ao presidente Davi (presidente do Senado, Davi Alcolumbre) que precisamos retomar esse debate nesta semana, na terça ou na quarta-feira. Não tem mais tempo”, disse.

Guedes, à CNN, se mostrou ainda mais otimista e disse que a proposta deve ser aprovada ainda neste ano. O ministro culpou a pandemia pela demora do governo em enviar o projeto. “Estava tudo combinado (para as reformas). Faltou combinar com coronavírus, que afetou a economia do País. De certa forma, é uma exploração política desagradável dizer que estou devendo reforma. Fora as interdições. Houve interdições de debates”.

O ministro disse que mandará propostas abrangentes e o Congresso decidirá os detalhes. Guedes disse que é necessário, por exemplo, a tributação de dividendos. “Queremos que a empresa acumule capital e que, quando esse capital seja transformado em dividendos para uma pessoa, essa pessoa pague mais”, afirmou. “Às vezes um assalariado paga um Imposto de Renda alto e alguém que já é milionário ou bilionário não paga nada sobre os dividendos.”

Maia concorda com a tributação de dividendos. “Ela melhora o estímulo ao investimento. Hoje você não estimula a empresa a investir já que não tributa dividendos. Então, você reduzir a alíquota da pessoa jurídica (imposto de renda) e tributar os dividendos vai fazer com que as empresas façam reinvestimento dos seus resultados”, afirmou.