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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Relator já hesita sobre vale-tudo eleitoral

Equipe BR Político

O relator no Senado do projeto de lei que libera geral o controle de gastos dos partidos, Weverton Rocha (PDT-MA), já admite rever pontos da proposta, o que pode fazer com que as novas regras sejam aplicadas para as eleições de 2020, dada a regra de que elas têm de ser aprovadas um ano antes de entrarem em vigor. O projeto 11.021 está na pauta para ser votado nesta terça-feira pelo Senado. A ideia original era tê-lo votado na semana passada, a toque de caixa, mas diante do alarme da sociedade quando a imprensa noticiou o que havia saído da Câmara, foi impossível.

À Folha, aquele que tem de relatar a matéria disse, inacreditavelmente, que não tem “opinião formada” sobre ela, e afirmou que vai conversar com líderes partidários a respeito. Ele chegou a protocolar um relatório idêntico ao projeto aprovado na Câmara, mas disse que o fez para garantir que a proposta entrasse na pauta.

Em sua coluna no Globo, Merval Pereira opina que só a má-fé explica a forma como esse projeto vem sendo tocado. Ele foi direto ao plenário, sem passar pela CCJ, graças à iniciativa pessoal do presidente Davi Alcolumbre. “Foi feito de má fé, o que fica demonstrado pela pressa do Senado em aprová-lo sem debates, sem discussões, nem audiência pública. Foi maquinado por deputados e senadores na surdina para ser aprovado sem que a sociedade pudesse reagir. Hoje o dia pode ser decisivo para conter esses retrocessos.”