por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Relatoria vira teste de autonomia da CCJ

Equipe BR Político

Com a remarcação da participação de Paulo Guedes em debate da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para a semana que vem (3/4), sob o argumento oficial de seus interlocutores de que agora não adiantaria debater no colegiado enquanto o relator não for escolhido, um novo obstáculo se levantou, especialmente para o presidente da comissão, o deputado Felipe Francischini (PSL-PR). Caso a relatoria seja definida até o dia 3, a leitura do Executivo poderia ser a de que o Legislativo se curvou aos desígnios de Guedes. “Vai parecer que não foi uma decisão da comissão. Por isso, defendo que o relator não seja definido até lá”, afirmou o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

Francischini rebateu, argumentando que cabe a ele essa escolha. “Tem questões e responsabilidades que exerço”, disse ele, reforçando, no entanto, que “pegou mal” a desistência de Guedes. “Ninguém disse que precisava de relator para Guedes ir à CCJ”, afirmou o deputado após o encerramento da sessão. O presidente da CCJ acrescentou ainda que tentaria uma reunião ainda nesta terça, 26, com o ministro.