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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Retorno ao Mapa da Fome é inaceitável, diz Graziano

Equipe BR Político

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O ex-diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), professor José Graziano da Silva, e o Instituto Comida do Amanhã, think tank que trabalha para a promoção de alimentares saudáveis e sustentáveis, manifestaram preocupação, repúdio e indignação pelo retorno da fome como problema estrutural no País. Como você leu ontem aqui no BRP, mais de um terço dos domicílios brasileiros (36,7%0) apresentou situação de insegurança alimentar no biênio 2017-2018, segundo divulgou o IBGE. A fome (insegurança alimentar grave) atingiu mais de 10 milhões de brasileiros nesse período – representando uma fatia superior a 5% da população brasileira.

Restaurante distribui comida durante a pandemia do novo coronavírus em São Paulo Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Como os dados divulgados pelo IBGE são de 2017-2018, esses números tendem a ser ainda mais alarmantes, já que não consideram o impacto da crise econômica agravada pela pandemia da covid-19. No meio rural,  os dados são ainda mais graves: a fome ultrapassa a 7%. E a  insegurança alimentar grave é ainda mais severa em domicílios chefiados por negros, mulheres e na região do Nordeste, destacam Graziano e o instituto.

O anúncio de ontem ocorre cinco anos depois de a FAO declarar que o Brasil não fazia mais parte do Mapa da Fome. Segundo o IBGE, a insegurança alimentar grave no Brasil havia caído de 6,9% da população em 2004, para 5,0% em 2009 e para 3,2% em 2013.

A fome não pode ter mais lugar, concluem.

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