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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Retrocesso’, diz Goés sobre exclusão de governadores de conselho

Equipe BR Político

O líder dos governadores da Amazônia Legal, Waldez Goés (PDT), afirmou que é um “retrocesso” a decisão do presidente Jair Bolsonaro de deixar de fora os governadores de Estados que abrangem a floresta amazônica do recém criado Conselho da Amazônia. Em sua conta no Twitter, o governador do Amapá publicou um vídeo em que critica a decisão.

O governador do Amapá, Waldez Goés

À esquerda, o governador do Amapá, Waldez Goés Foto: Marcos Corrêa/PR

“Os órgãos que já atuam na Amazônia estão esvaziados. Brasília, sem ouvir os amazônidas, os governos, a sociedade, os empreendedores, não acertará a mão”, disse no vídeo. “A visão do governo caminha para ser ‘mais Brasília e menos Amazônia’”.

Sua fala foi acompanhada em tom pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que declarou hoje à TV Mirante que “a presença dos Estados ajudaria com sugestões e ideias. Por isso, acho que quem perde é o próprio governo federal (com exclusão de governadores) ao não promover essa aproximação dos estados em relação ao nosso conselho.”

Na terça-feira, 11, Bolsonaro assinou um decreto que transfere o Conselho Nacional da Amazônia Legal do Ministério do Meio Ambiente para a Vice-Presidência. O documento retira os governadores dos nove estados que integram a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Mato Grosso e Maranhão e determina que o conselho será integrado pelo vice-presidente, Hamilton Mourão, e 14 ministros do governo federal.

Em janeiro, o presidente anunciou a criação do Conselho, que fica sob o comando de Mourão. Segundo afirmou Bolsonaro no Twitter na ocasião, o conselho servirá para “coordenar as diversas ações em cada ministério voltadas para a proteção, defesa e desenvolvimento sustentável da Amazônia”.