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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Reunião dos Brics deve ser morna

Equipe BR Político

Na cúpula do Brics que ocorre na quarta, 13, e quinta-feira, 14,  em Brasília, o presidente Jair Bolsonaro receberá os chefes de Estado de  Rússia, Índia, China e África do Sul para debater o “crescimento econômico para um futuro inovador”. Devido à divergência de posições do Brasil em relação aos demais países do bloco em temas regionais, como a Venezuela, principalmente, especialistas acreditam que a reunião será esvaziada.

Um dos motivos foi a recusa de Bolsonaro em convidar presidentes sul-americanos para participarem de reuniões paralelas no fórum, como adiantado pelo Estadão. O alinhamento da política externa brasileira aos Estados Unidos e o fato de Brasil ser o único país do grupo a reconhecer como presidente interino da Venezuela o líder opositor Juan Guaidó, enquanto os outros apoiam o governo de Nicolás Maduro, são fatores que explicam a expectativa de uma cúpula com clima mais “morno”. Além disso, como você leu no relatório Fique de Olho do BRP, o governo vai tentar aproveitar o evento para avançar nas agenda bilaterais com cada um dos países dos Brics.

O fórum deste ano deve ser mais “técnico” e menos político, de acordo com avaliação do professore de relações internacionais Oliver Stuenkel, autor do livro “BRICS e o futuro da ordem global”, ao Estadão. “Não há uma euforia ou uma animação do organizador como já houve no passado”, disse.

 

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