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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Rio: Crivella aposta em Bolsonaro, na TV e na ‘herança maldita’ para virar

Mario Vitor Rodrigues

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Faltando pouco mais de um mês para o primeiro turno das eleições, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) tem pela frente uma missão inglória: além de vencer o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM), líder em todas as pesquisas, terá de encarar uma rejeição que parece incontornável. A missão é inglória, mas a campanha do prefeito não dá sinais de desânimo.

Candidato à reeleição no Rio, Marcelo Crivella. Foto: Wilton Junior/Estadão

Quanto às pesquisas — o Datafolha de quinta-feira, 8, aponta uma diferença de 16 pontos entre os dois candidatos, Paes com 30%; Crivella com 14% —, há queixas em relação à proporção dos universos pinçados pelos institutos. Sobretudo o Ibope, que teria usado de parcimônia ao consultar os grupos de eleitores em que o prefeito é mais forte, precisamente os evangélicos e as classes mais baixas.

Outro caminho a ser explorado é a narrativa da “herança maldita”, não por acaso voltando as baterias para a gestão Paes. Argumenta-se que Crivella herdou uma cidade em crise financeira por conta das Olimpíadas (“uma loucura”), e que a pandemia tornou o cenário ainda mais drástico.

Para além da desconstrução de Paes, há uma confiança no tempo de TV e no apoio do presidente Jair Bolsonaro para virar o jogo, o que implica necessariamente que se desfaça a imagem de alguém envolvido com esquemas de  corrupção (o Ministério Público acusa o prefeito de liderar uma organização criminosa).

 

 

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