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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Rio+ pretende fazer a ponte entre a academia e a sociedade

Mario Vitor Rodrigues

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Idealizada por ex-alunos da UFRJ, a Rio+ fez barulho recentemente ao anunciar Armínio Fraga como um de seus mentores. Ex-presidente do Banco do Brasil, PhD pela Universidade de Princeton e tido como uma das mentes mais brilhantes do país, Armínio faz parte de um grupo que inclui Claudio Ferraz, professor da Vancouver School of Economics, na University of British Columbia, Eduarda La Roque,  doutora em Economia pela PUC-Rio , e Arthur Aguillar, economista e mestre em desenvolvimento internacional pela Harvard University.

Ex-presidente do Banco Central Foto: Wilton Júnior/Estadão

A princípio, imaginar qual seja o foco da iniciativa não impõe um desafio. Em se tratando de uma cidade há anos em franco processo de declínio, não foram poucas as vezes que o carioca se deparou com movimentos voltados para a sua recuperação. Há, contudo, um porém: ao contrário dos inúmeros grupos de advocacy atuantes no país, agentes que fazem pressão e lobby por agendas específicas, a Rio+ se vê como uma ponte entre a academia, quem pensa políticas públicas e a sociedade.

“Não temos ligação com partidos políticos e também não pretendemos influenciar de maneira direta as eleições”, asseverou-me Ana Luiza Pessanha, economista pela UFRJ e vice-presidente da iniciativa, atestando o caráter apartidário da Rio+ e indo ao encontro da visão de Ferraz: “insumos para candidatos são uma consequência, mas vejo o trabalho mais de longo prazo”.

Em síntese, a Rio+ — uma iniciativa idealizada por ex-alunos da PUC e UFRJ — tem como objetivo colaborar com o Rio de Janeiro por meio de análises de políticas públicas que, ao serem esmiuçadas, possam influenciar o debate e os tomadores de decisão. “Também fazíamos um pouco disso no J-PAL (Laboratório de ação contra pobreza do MIT), apenas não com o foco voltado para os problemas de uma cidade ou região”, lembra Ferraz.

O Rio agradece.