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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O risco de a Previdência desandar no final

Vera Magalhães

O governo presta a máxima atenção à votação dos destaques à reforma da Previdência no segundo turno no Senado. O temor é que um cochilo – ou a vontade de mandar algum recado ao Planalto por parte de setores insatisfeitos do PSL e de outros partidos – leve à aprovação de alterações que atrasem a conclusão da reforma e seu impacto fiscal.

Senador Paulo Paim (PT-RS)

Senador Paulo Paim. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Um dos destaques que mais preocupam é um apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que restabelece a possibilidade de aposentadorias especiais para algumas categorias por riscos à saúde do trabalhador, algo que foi extinto na reforma feita no governo Fernando Henrique Cardoso.

Outro risco é que novos destaques supressivos sejam aprovados. Esse tipo de destaque, como o que alterou a questão do abono salarial no primeiro turno, não teria o efeito de fazer a reforma voltar à Câmara, mas reduziria seu impacto fiscal, que inicialmente era de R$ 1,2 trilhão, e hoje é estimado em algo como R$ 800 bilhões.