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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O risco da volta da novela da tabela de frete

Vera Magalhães

A alta dos preços internacionais do barril de petróleo após o ataque a instalações na Arábia Saudita já gera receio por parte de setores como o agronegócio em razão da possibilidade de levar a um reajuste na tabela de frete de cargas.

Incêndio é visto na instalação de processamento de petróleo na Arábia Saudita, após ataque de drones de grupo rebelde.

Incêndio é visto na instalação de processamento de petróleo na Arábia Saudita, após ataque de drones de grupo rebelde. Foto: Reprodução/via Reuters

Desde julho, a nova tabela elaborada pela Esalq a partir de consultas a vários setores foi suspensa pelo governo e a antiga, fixada logo após a greve dos caminhoneiros de 2018, voltou a vigorar. A tabela não agrada os contratantes de fretes, que aguardam decisão do STF em ações de inconstitucionalidade cujo relator é o ministro Luiz Fux, mas que foram retiradas da pauta.

A tabela tem gatilho de reajuste automático caso o diesel suba 10%. Resta saber se Bolsonaro permitirá o repasse da alta dos preços para as bombas. “Já é hora de fazer com que a tabela da Esalq volte a vigorar”, cobra André Nassar, presidente da Associação Brasileira de Óleos Vegetais (Abiove), uma das entidades que se opõem ao uso da tabela antiga.