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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Roberto Jefferson defende golpe de Estado no Twitter

Vera Magalhães

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O ex-deputado federal Roberto Jefferson, que cumpriu pena de prisão depois de condenado no mensalão, esquema que denunciou, propôs que Jair Bolsonaro dê um golpe de Estado em sua conta no Twitter neste sábado.

Sem meias palavras, o presidente do PTB, partido que aderiu ao governo recentemente,escreveu: “Bolsonaro, para atender o povo e tomar as rédeas do governo, precisa de duas atitudes inadiáveis: demitir e substituir os 11 ministros do STF, herança maldita. Precisa cassar, agora, todas as concessões de rádio e TV das empresas concessionárias GLOBO. Se não fizer, cai”.

Em impeachment não se pode dizer que ele não tenha experiência: Jefferson foi líder da tropa de choque de Fernando Collor de Mello, a quem permaneceu fiel até o fim. Depois, teve espaços em todos os governos que o sucederam até o de Lula, de quem era próximo a ponto de o petista dizer que lhe daria um cheque em branco.

Rompeu depois que José Dirceu começou a desfazer seus esquemas em órgãos como Correios e IRB. Só então, depois de ter aliados seus investigados por recebimento de propina, denunciou o mensalão e rompeu com o PT. Não adiantou: teve o mandato cassado e foi condenado juntamente com os que denunciou.

Em tratamento de um câncer, Jefferson voltou ao debate público querendo chocar pelas declarações de cunho antidemocrático. Além do tuíte incitando Bolsonaro a promover um golpe de Estado, posou com uma arma e disse que está pronto para combater o comunismo nas ruas.