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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Rodovias com ‘zero paralisação’

Cassia Miranda

A promessa de parte dos caminhoneiros de que nesta-segunda-feira, 16, as rodovias do País amanheceriam paralisadas por uma greve de 75% da categoria parece ter ficado apenas do discurso. O Ministério da Infraestrutura monitora as principais estradas brasileiras e indica que, por enquanto, há “zero paralisação”. Na última sexta-feira, 13, o ministro Tarcísio de Freitas já indicava que a expectativa do governo era a de esvaziamento do protesto.

Foto: Reprodução/Twitter PRF Minas

O motivo do insucesso apontado por entidades da categoria foi a aproximação do grupo pró-paralisação com a CUT. Em um dos vídeos de convocação para a greve, o líder dos caminhoneiros Marconi França afirmou que a categoria estava “fechada” com os sindicalistas. A gravação foi feita diretamente da sede da CUT no Rio. O presidente da Federação Nacional das Associações de Caminhoneiros e Transportadores (Fenacat), Luiz Carlos Neves, contestou a aproximação e a motivação para a greve.

“Para nós, não há porque parar. Já passamos por dias piores, então, agora que nós estamos vendo uma luz no fundo o túnel, vem esse pessoal aí que se acha no direito de provocar uma paralisação. Ainda mais envolvendo centrais sindicais. A gente nunca se envolveu com isso, não vai ser agora que vai se envolver”, disse ao BRP.

Na pauta do grupo pró-paralisação estava a implantação geral do Código Identificador da Operação de Transportes (Ciot) – código criado para regulamentar as cobranças de frete -, o cálculo de um piso mínimo do frete, e o pedido para que a Petrobrás mude sua política de preços da gasolina, diesel e do gás de cozinha. Somente os combustíveis foram reajustados, de setembro a dezembro, 11 vezes.