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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Janot questiona operação da PF e inquérito do Supremo

Equipe BR Político

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questionou a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em seu endereço em Brasília, na sexta-feira, 27. A PF foi acionada após a confissão do ex-PGR de que planejou matar o ministro do STF Gilmar Mendes.  “É um inquérito anômalo, para investigar fake news. (…) O fato narrado no livro e nas entrevistas, ocorrido há cerca de dois anos e meio, não constitui crime, muito menos notícias fraudulentas. Não vejo vinculação entre o objetivo do inquérito e as medidas agora adotadas e não detenho mais prerrogativa de foro para ser investigado pelo Supremo”, disse, segundo o site Jota. “Mas confio na Justiça e que a verdade será restabelecida”.

Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República

Rodrigo Janot, ex-procurador-geral da República. Foto: Alex Silva/Estadão

A ação foi autorizada pelo também ministro Alexandre de Moraes, no escopo do polêmico inquérito do Supremo para apurar fake news e ofensas contra membros da Corte. No dia da ação, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também condenou a operação. “O STF não possui jurisdição sobre eventuais atos de Janot, não há contemporaneidade na suposta conduta e, o pior, a ordem foi emitida no âmbito de uma investigação inconstitucional”, diz a nota dos procuradores, em uma referência ao inquérito das fake news conduzido no Supremo.

Você viu aqui no BRP que, apesar das críticas de Janot, sua confissão pode ter dado uma justificativa palpável ao inquérito. No sábado, 28, o Estadão mostrou que o episódio reacendeu no STF a desconfiança de que ministros foram alvo de grampos ilegais na gestão de Janot à frente da PGR.