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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Siameses’ desalinhados

Equipe BR Político

Afinados em praticamente todas as pautas que passaram pelo Congresso até aqui, a dobradinha formada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), viveu nos últimos dois dias um raro momento de desacordo.

Entre eles, a minirreforma partidária e eleitoral que flexibiliza regras de fiscalização de contas partidárias e impõe um teto às multas para partidos que descumprirem a prestação de contas. Na votação de quarta-feira, 19, a Câmara retomou vários pontos polêmicos que o Senado, após pressões da sociedade, havia retirado do projeto.

Maia apressou-se em negar qualquer impressão de desalinho, dizendo que ele e o presidente do Senado são como “irmãos siameses”, segundo o Globo. O parlamentar assumiu o eventual ônus de aprovar uma reforma partidária com a pecha de retrocesso na transparência, e permitiu declarar-se contra um aumento do fundo eleitoral, ideia cara aos parlamentares em geral. Já Davi, ao menos publicamente atendeu aos críticos da reforma mal afamada na opinião pública.

Mas não é só isso, há algum tempo, os dois vêm trilhando caminhos distintos em relação ao Planalto. Enquanto Maia tem manifestado um posicionamento mais crítico em relação ao presidente Jair Bolsonaro, Alcolumbre tem atuado entre os senadores como articulador do governo pela aprovação do nome de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ao cargo de embaixador.

 

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