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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Para Maia, nova CPMF tem ‘pouco apoio’

Equipe BR Político

Na avaliação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), dificilmente a intenção do governo de fazer uma reedição da extinta CPMF deve ser bem recebida no Congresso.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em Brasília

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, em Brasília. Foto: Gabriela Biló/Estadão

“A CPMF tem muito pouco apoio entre os que conhecem da questão tributária. Não sei se esse é o melhor caminho para resolver o custo da contratação da mão de obra. Entendemos qual é a preocupação do governo”, disse Maia. Defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a recriação do imposto ainda não ganhou a cara de as digitais do presidente Jair Bolsonaro. Esse é um dos motivos pelos quais o projeto não conta com ambiente favorável no Congresso.

“O governo Dilma fez uma desoneração forte da mão de obra e não deu certo. Acabou que brasileiros pagaram a conta. Acho que a intenção está correta, mas não sei se a fórmula é o melhor caminho”, avaliou Maia nesta terça-feira, 10, ao chegar à Câmara.

Mais cedo, o secretário adjunto da Receita, Marcelo Silva, confirmou que o governo vai enviar ao Congresso uma proposta de criação da Contribuição sobre Pagamentos (CP) para reduzir gradualmente os impostos que as empresas pagam sobre a folha de salário dos funcionários. A alíquota do novo tributo será de 0,20% no débito e crédito financeiro e de 0,40% no saque e depósito em dinheiro, de acordo com o Broadcast Político. Questionado sobre se a proposta do governo, Maia disse que prefere comentar o assunto só depois de ele ter sido formalizado.

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