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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Rui Costa se coloca como alternativa do PT para 2022

Equipe BR Político

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), se colocou como alternativa presidenciável para a eleição de 2022 em entrevista à Revista Veja desta semana. Ele relata que até já conversou com Lula sobre a necessidade de os partidos deixarem a vaidade de lado, já sabendo que sem o aval do ex-presidente, ele dificilmente levará adiante seu plano dentro do PT. Como forma de mostrar na entrevista que está na pista, rabiscou propostas nas áreas de segurança e economia.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT)

O governador da Bahia, Rui Costa (PT). Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Por exemplo, Costa defendeu um sistema prisional que separe criminosos segundo o impacto de seus delitos e também novas normas penais. “Não é possível, sob alegação alguma, concordar que alguém que assassinou uma criança ganhará a condição de semiliberdade depois de cumprir um sexto da pena”, disse ele. Sobre endurecimento de penas para homicidas, declarou “que os partidos de esquerda precisam refletir sobre isso”.

No campo econômico, é preciso que o PT “abra horizontes”. Ele sugere parcerias público-privadas como forma de modernizar a gestão pública porque “o cenário internacional mudou”. “Nos governos petistas, sistemas de água e esgoto foram financiados pela União”, compara.

No social, Costa repete o que os próprios petistas reconhecem: “O partido precisa ter uma presença mais capilar na sociedade”. Só dessa forma será possível equilibrar melhor as opiniões divergentes às de Lula dentro do partido: “À medida que isso (maior capilaridade) ocorrer, você diminuirá a liderança individual de todas as pessoas, porque todo mundo passará a ser ouvido”.

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