Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sachsida crê nas privatizações, mas não em segunda onda da covid-19

Gustavo Zucchi

Exclusivo para assinantes

Duas declarações do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, ganharam destaque nessa teça-feira, 17. E mostram que o governo não apenas crê piamente que consegue aprovar as privatizações, mesmo com toda a situação com a energia elétrica no Amapá, mas também que o Brasil será um país “imune” a segunda onda da pandemia de coronavírus.

“Nossos estudos aqui na SPE indicam que a probabilidade de uma segunda onda é baixa. Vários estados já atingiram ou estão próximos de atingir imunidade de rebanho. Honestamente, acho baixíssima a probabilidade de segunda onda”, disse em coletiva sobre as novas projeções do PIB. “Vamos privatizar os Correios, a Eletrobrás, e vamos fazer a concessão do porto de Santos. Pode cobrar, nós vamos abrir a economia brasileira”, afirmou durante a tarde, em congresso promovido pela Abrapp.

Na realidade, entretanto, o Congresso parece cada vez menos disposto a discutir as privatizações propostas pelo governo. Em especial após a pane elétrica no Amapá, cuja rede era administrada por uma empresa privada. Sobre a pandemia de coronavírus, várias cidades do Brasil já registram aumento no número de internações devido à doença.