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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sai Boeing e entra China para comprar divisão da Embraer, diz Mourão

Equipe BR Político

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A China pode ter interesse em comprar a divisão de aviação comercial da Embraer, segundo afirmou nesta segunda, 27, o vice-presidente Hamilton Mourão, após a Boeing anunciar o cancelamento do negócio com a estatal brasileira. “Há males que vêm para o bem”, disse o general em live da Arko Advice, indicando que o próximo passo poderá ser em direção ao país asiático. “É um momento em que a Embraer poderá se aproximar (da China) e isso poderá se aprofundar. É um casamento inevitável (com a China). O (modelo) C-390 é uma aeronave que vai substituir o C-130. Vai conquistar o mundo e vai nos trazer ganhos extraordinários”, animou-se.

O general Hamilton Mourão em live da Arko Advice nesta segunda

O general Hamilton Mourão em live da Arko Advice nesta segunda Foto: Reprodução/Arko Advice

O cancelamento do acordo pela Boeing teve um forte impacto econômico e financeiro para a Embraer. De janeiro para cá, a ação da empresa caiu 58% (o 7ª pior desempenho do Ibovespa no ano), só na sexta-feira, a retração foi de 10%. As ações ON da companhia já iniciaram o pregão desta segunda-feira, 27, com queda de 14% e entraram em leilão.

A estatal também já havia gasto quase R$ 500 milhões para completar o negócio com a Boeing, segundo o Estadão. Além das despesas com assessores financeiros e jurídicos, a Embraer criou novas empresas para acomodar a parceria, adaptou suas fábricas e migrou funcionários. Tudo isso deverá ser revisto, o que adicionará custos extras com a transação, agora judicializada. Se fosse concretizado, o acordo entre as duas empresas previa o pagamento de um dividendo especial de US$ 1,6 bilhão aos acionistas da Embraer.

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