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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Saída de Cintra pode precipitar trocas na Receita

Vera Magalhães

Não foi só a defesa obsessiva da criação de um imposto similar à CPMF, e a antecipação de detalhes do novo tributo, que definiu a queda de Marcos Cintra da Receita. Jair Bolsonaro já havia feito uma cruz na testa do secretário desde muito antes. Vinham da campanha as indisposições entre ambos, que se intensificaram com a queixa, feita por várias autoridades, de que o Fisco estaria promovendo “devassas” nessas pessoas e em seus familiares.

O ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra em seu gabinete no Ministério da Economia

O ex-secretário da Receita Federal Marcos Cintra. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Estadão desta quinta-feira conta esses bastidores e informa que Paulo Guedes deve aproveitar a saída de Cintra para mudar outros postos na Receita. O Painel da Folha informa, ainda, que Jair Bolsonaro ficou especialmente irritado com a divulgação de detalhes da reforma tributária porque havia recomendado expressamente que o assunto não fosse tratado durante sua internação, pois ainda não estava convencido do novo tributo sobre pagamentos.

O BRP apurou que essa possibilidade de aproveitar o embalo para tutelar a Receita, ideia que vem pairando no ambiente político há meses, já ligou o radar dos auditores fiscais, que prometem reagir caso haja intervenção interna na sua atividade de fiscalização.