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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Saldo da viagem gera divergências

Vera Magalhães

Entre especialistas em relações internacionais há divergência de avaliação quanto ao saldo da viagem de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos. Na coluna de hoje expus o ponto de vista de Matias Spektor, coordenador do curso de Relações Internacionais da FGV e estudioso do histórico de encontros bilaterais entre Brasil e EUA, para quem Bolsonaro obteve mais concessões que seus três antecessores.

Já Guilherme Casarões, professor de Relações Internacionais da Faculdade de Administração Pública da FGV, Bolsonaro fez concessões concretas e obteve promessas retóricas. Para ele, existe “custo zero” para os EUA em nomear o Brasil aliado prioritário extra-Otan, bem como em apoiar a candidatura brasileira à OCDE, que ainda depende de um processo burocrático. “Por outro lado, nós já nos comprometemos com a isenção de vistos, abrimos mão das pautas de preferências na OMC, negociamos um acordo de salvaguardas tecnológicas que é benéfico para os EUA e lhe dá acesso a Alcântara a um custo baixo”, afirmou ao BR18. / V.M.