Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Salles atribui situação do Pantanal a falta de fogo controlado

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

Depois de ter uma reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 15, sobre os incêndios que têm assolado o bioma do Pantanal, o ministro do Meio Ambiente tentou retirar a responsabilidade de sua gestão pela dimensão histórica da devastação na região e atribuiu a situação à falta da “queima preventiva”, uma técnica usada para consumir material com potencial combustível presente em regiões florestais antes da época de seca. Em entrevista à CNN, Salles negou que o orçamento do Ministério e a projeção para 2021, que prevê um corte de 184 milhões de reais, ou cerca de 5,8% da verba atual, seja insuficiente para lidar com a situação.

“Temos o orçamento adequado, mas se soma à questão do dimensionamento adequado do orçamento uma série de ações que precisam ser feitas e que não foram nos últimos anos.” O ministro colocou a responsabilidade nos Estados e afirmou que foram os entes que não autorizaram as queimas preventivas. Ele também mencionou o emprego de uma substância chamada retardante de fogo no combate às queimadas. “É necessário permitir que se use o bloqueador ou retardante de fogo. Todos os países, Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão utilizam o retardante de fogo e aqui no Brasil estamos combatendo esses incêndios jogando apenas água”, disse.

Salles ainda afirmou que Bolsonaro “determinou que não se poupem esforços para controlar o incêndio” e que o governo fará uma operação no Mato Grosso do Sul para tentar conter os incêndios. Na segunda, 14, o governo reconheceu a situação de emergência no Mato Grosso do Sul em decorrência das queimadas, o que facilita o repasse de recursos e ajuda para o enfrentamento da situação ao Estado.