Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Salles isenta governo e defende ‘boi bombeiro’ contra incêndios no Pantanal

Equipe BR Político

Exclusivo para assinantes

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, eximiu nesta terça, 13, o governo de culpa pela disparada das queimadas no Pantanal de duas formas diferentes em audiência no Senado sobre a ação do governo para conter a devastação do bioma. Primeiro, atribuiu o aumento a condições naturais, como a elevação da temperatura e a seca, afirmou que a gestão federal é responsável por apenas 6% da área total do bioma, cabendo aos Estados a responsabilidade pelo restante, e depois negou mais uma vez que a sua pasta tenha reduzido a capacidade de órgãos de proteção ambiental. “Neste ano uma cidade de águas claras com temperatura de 50 graus e 8% de umidade temos uma questão que transcende as atuações dos governos”, disse.

Criticado pelo discurso do governo de culpar populações indígenas pelas queimadas e sobre ações que desidrataram órgãos de fiscalização do Ministério pelo senador Fabiano Contarato (Rede-ES), Salles culpou administrações passadas. “Não há desmonte, nós recebemos esse desmonte. O desmonte foi feito antes de nós. Recebemos o Ibama e ICMBio com 50% do quadro de pessoal faltando, com orçamento deficitário, com problemas graves de infraestrutura. Nós estamos tentando, em meio a esse caos que o governo herdou de administrações passadas arrumar a casa com os recursos que temos.” 

Depois, fez um discurso sobre colocar o “homem pantaneiro” ou o “amazônida” no centro da política pública como estratégia para aumentar a conservação ambiental.

Salles também retomou a defesa de realizar queimas controladas ou, como citou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na semana passada, permitir a criação de gado na região para reduzir a “massa orgânica”. Na sexta, a ministra afirmou que o boi é o “bombeiro” do Pantanal à comissão do Senado. “Se nós tivéssemos um pouco mais de gado, o desastre teria sido menor”, disse ela. Salles ainda afirmou que essas estratégias foram “boicotadas” nos últimos anos. A fala de Tereza Cristina foi considerada “equivocada” pelo Greenpeace na ocasião.

Tudo o que sabemos sobre:

Ricardo Sallespantanalsenadoqueimadas