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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Santos Cruz perde batalha em Brasília, mas retoma prestígio na ONU

Equipe BR Político

Alvo de fogo amigo durante sua rápida passagem pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, o general Santos Cruz voltou ao front de batalhas como um dos nomes mais respeitados para lidar em conflitos de guerra pela ONU. Em dezembro, ele esteve na República Democrática do Congo, onde cerca de 40 grupos rebeldes disputam o controle da produção de minério do país há duas décadas com saldo de milhares de civis mortos. Sua extensa experiência em campos de batalha lhe rendeu convites para palestrar em países como China, Japão, Coreia do Sul, Nova Zelândia, Austrália, Argentina, Uruguai, Senegal, Quênia, Ruanda, Alemanha, Inglaterra, Holanda, Noruega, Suécia, Áustria e Bangladesh. No país africano, ele se sente em casa, pois já comandou a Força Militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização (MONUSCO), com 23 mil homens.

A viagem também incluiu o Beni, na fronteira com o Congo, onde usou colete a prova de balas nível quatro (capaz de resistir a tiros de fuzil) e capacete de aço, registra o site Defesa Net. “Em torno dele, um grupo de seis militares das Nações Unidas com armas pesadas: fuzis e, inclusive, uma metralhadora belga de cinturão capaz de derrubar avião.” A publicação ainda registra o que o general da reserva confidencia a amigos. Atuar para o governo significa se expor a um “show de besteiras e intrigas”.

 

 

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