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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

São Paulo estuda uso de 20% dos leitos da rede privada

Equipe BR Político

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A Prefeitura de São Paulo estuda usar leitos disponíveis na rede particular para serem usados por pacientes com covid-19 do Sistema Único de Saúde. Mais de 90% dos leitos de UTI disponíveis na rede pública da Capital já estão sendo ocupados por pacientes infectados pelo novo coronavírus.

Mais de 90% dos leitos de UTI disponíveis na rede pública da Capital já estão sendo ocupados

Mais de 90% dos leitos de UTI disponíveis na rede pública da Capital já estão sendo ocupados Foto: Tiago Queiroz/Estadão

A requisição é uma das medidas previstas no decreto de calamidade pública em vigor. “Imaginamos que a gente possa fazer acordo e chegarmos a um número de 20% desses leitos de UTI. Algo em torno de 800 novos leitos”, disse o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, ao Estadão.

Esse é um plano de retaguarda, segundo o secretário. “São 247 hospitais privados na cidade de São Paulo. Desses, temos 140 pequenos, com um total de 255 leitos. Mas nós temos 107 que têm 3.970 leitos. São estes que a gente tem priorizado a conversa (por ceder leitos)”, disse na segunda, 4, o prefeito Bruno Covas (PSDB). Há dois locais que já recebem pacientes do SUS, mediante acordo – o Hospital da Cruz Vermelha e o da Unisa (Universidade Santo Amaro). As entidades recebem o preço público (R$ 2.100 a diária). Covas disse que busca acordos, mas não descarta também fazer a requisição legal.