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por Marcelo de Moraes

Saúde tenta proibir exportação de seringas e agulhas

Equipe BR Político

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O Ministério da Saúde pretende proibir a exportação de seringas e agulhas após fracassar na primeira tentativa de compra dos insumos. No último dia 29, o governo federal só conseguiu encaminhar o contrato de 7,9 milhões dos 331 milhões (2,4% do total) de conjuntos desses produtos, procurados por meio de pregão eletrônico, como revelou o Estadão. Como esperado, o Ministério da Saúde chamou de “fake news” notícias sobre o desempenho do governo na busca por seringas.

O secretário-executivo da Saúde, Elcio Franco, enviou ofício ao Ministério da Economia no último dia 31, após o pregão, pedindo para incluir agulhas e seringas no rol de itens essenciais ao combate da epidemia. Por causa de um decreto assinado em junho pelo presidente Jair Bolsonaro, a exportação desses produtos pode ser proibida para evitar o desabastecimento no Brasil. O pedido da Saúde foi divulgado pela Veja e confirmado pelo Estadão.

Franco, no ofício, afirma que proibir a exportação visa evitar “prejuízo” ao plano nacional de vacinação contra a covid-19. O ministério tenta ainda outra compra destes produtos por meio da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Segundo o documento enviado à Economia, após o pregão fracassado, o Ministério da Saúde aumentou a expectativa de aquisição por meio desta organização de 40 milhões para 190 milhões de seringas e agulhas.

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