Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Se Aécio não sair, Covas pode deixar PSDB antes da eleição

Equipe BR Político

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), diz que o partido tem até abril de 2020 para avaliar uma eventual expulsão do deputado Aécio Neves (MG). Se isso não ocorrer, afirma Covas, poderá deixar a sigla. “Estou muito desconfortável de fazer parte de um partido que tem Aécio como quadro”, disse o prefeito, em entrevista ao Valor.

Na quarta-feira, 18, Covas teve alta do Hospital Sírio-Libanês, onde se trata de um câncer no sistema digestivo. Agora, se prepara para tentar a reeleição em 2020. Desde o meio do ano, o prefeito cobra que o mineiro seja expulso da sigla. Aécio é investigado em inquéritos da Lava-Jato e é réu por corrupção em um processo no qual é acusado de cobrar R$ 2 milhões de propina do empresário Joesley Batista, do Grupo J&F.

“Em relação a outros nomes (do PSDB), não há nenhum áudio em que tenha a pessoa pedindo para o dono da JBS ‘x’ milhões de reais. Até hoje não foi explicado para onde iria aquele recurso. Acusação até eu tenho, tenho um monte de processo do período que estou aqui como prefeito. Mas é muito difícil de explicar o motivo de um cara desses (Aécio) estar no PSDB. (O partido) comete o mesmo erro que apontamos no PT. Não expulsa quem foi condenado pela Justiça”, disse.

Em julho, quando o PSDB discutia o caso de Aécio, Covas chegou a declarar que seria “ou ele ou eu” a permanecer no partido. Apesar disso, o prefeito afirma que não foi procurado nem está buscando novas siglas.

Tudo o que sabemos sobre:

Bruno CovasAécio NeveseleiçãoPSDB