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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Se CPMF voltar, quem pagará mais?

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro indicou disposição de conversar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a criação e um imposto semelhante à antiga CPMF. Esse assunto ronda o Planalto desde o início do governo. A volta de uma cobrança sobre transações financeiras é uma bandeira do secretário da Receita, Marcos Cintra, dentro da proposta de reforma para substituir a tributação sobre a folha de salários. Se a nova CPMF realmente for adotada, vai causar um aumento na carga tributária de cinco setores: agropecuária, indústria de transformação, indústria extrativa, atividades imobiliárias e serviços de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos.

O cálculo faz parte do estudo “Reforma tributária: quando o velho se traveste de novo”, assinado pelos economistas José Roberto Afonso, Bernardo Motta Monteiro, Kleber Pacheco de Castro e Thiago Felipe Ramos Abreu, da FGV. Mas há quem vá se beneficiar, de acordo com a pesquisa. Haverá queda na tributação de setor da construção, do comércio e de várias atividades de serviços, como informação e comunicação, transporte, armazenagem e correio e atividades financeiras e relacionadas.

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