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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Se grampeou, é desonestidade, diz presidente

Equipe BR Político

O presidente Jair Bolsonaro classificou como “desonestidade” o vazamento de áudio em que ele pede a um deputado do PSL que assine uma lista para destituir o deputado Delegado Waldir (GO) da liderança do partido na Câmara. “Eu não trato publicamente deste assunto (disputa pelo poder dentro do PSL entre bolsonaristas e aliados de Luciano Bivar, presidente da sigla). Converso individualmente. Se alguém grampeou telefone, primeiro é uma desonestidade”, afirmou Bolsonaro nesta manhã de quinta, 17, durante sua habitual paradinha em frente ao Palácio do Alvorada. Waldir é aliado do presidente do PSL, Luciano Bivar, com quem Bolsonaro disputa atualmente poder dentro do partido.

Questionado se pedirá investigação sobre o vazamento, Bolsonaro seguiu seu rumo sem responder, informa o Broadcast Político.

A lista contra Waldir rivaliza com outra a favor da manutenção dele no posto. Na tarde de quarta, 16, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) chegou a discursar como novo líder. “O meu compromisso aqui é ficar até dezembro, oportunidade em que teremos eleições para o ano que vem”, disse o filho do presidente. A pendenga será arbitrada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O líder de bancada tem atribuições essenciais no processo legislativo, como indicar integrantes de comissões, orientar a bancada quanto ao voto, participar do colégio de líderes – órgão que, entre outras atribuições, define a pauta de votações do plenário -, registrar candidatos para concorrer a cargos da Mesa Diretora ou adiar discussão e votação de projetos.

 

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