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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Se gritar pega Centrão’ escancara guinada do bolsonarismo

Marcelo de Moraes

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Um vídeo de uma reunião do PSL, em 2018, brotou no meio do cenário político para constrangimento dos bolsonaristas. Nele, o general Augusto Heleno resolve dizer tudo o que pensava dos integrantes do Centrão e dispara a cantar um sucesso de Bezerra da Silva, mas alterando a letra para resumir sua opinião sobre o grupo político.

“Se gritar pega Centrão, não fica um, meu irmão”, cantou Heleno, substituindo a palavra “ladrão”, usada originalmente no samba de Bezerra, por Centrão.

Menos de dois anos depois, o constrangimento do aparecimento do vídeo não poderia ser maior. É justamente com o Centrão que Jair Bolsonaro está tendo de se aliar para assegurar uma base de apoio no Congresso que lhe blinde contra um eventual pedido de impeachment.

Na prática, o vídeo escancara como o presidente foi obrigado a dar uma guinada radical no seu discurso de candidato em nome de uma tentativa de sobrevivência política. A sorte de Bolsonaro é que os novos aliados, com o couro curtido pelas muitas reviravoltas políticas, não devem dar a menor bola para o vídeo constrangedor. Desde que os cargos prometidos em troca de apoio sejam entregues, claro.

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