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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

‘Se não sair a pauta do Bolsonaro, que saia a do Congresso’

Equipe BR Político

O analista da Comissão de Valores Mobiliários Paulo Portinho assumiu a autoria do texto divulgado nesta sexta, 15, pelo presidente Jair Bolsonaro, no qual destaca pressões de várias “corporações” do Poder. Segundo ele, a mensagem não era uma crítica nem ao governo nem ao Congresso, mas sim a pessoas com “influência no orçamento público”, informa o Estadão. “Não foi crítica ao governo nem ao Congresso. A única coisa que quis dizer no texto é o que está acontecendo no Brasil, mas não só agora. A impressão que temos é de que as pautas que vão para a eleição só são implementadas se interessam às corporações”, afirma Portinho. “Quando falo corporação, não estou generalizando, mas sim falando de pessoas que têm muita influência sobre o orçamento público”, afirmou o analista, que foi candidato a vereador em 2016 pelo Novo.

Publicado por Portinho em seu perfil pessoal no Facebook na manhã do último sábado, 11, o texto repercutiu nas redes sociais após Bolsonaro distribuir a mensagem a diversos grupos pelo WhatsApp nesta sexta. Ao compartilhar o texto, o presidente escreveu: “Um texto no mínimo interessante. Para quem se preocupa em se antecipar aos fatos sua leitura é obrigatória. Em Juiz de Fora (06/set/2018), tive um sentimento e avisei meus seguranças: Essa é a última vez que me exporei junto ao povo. O Sistema vai me matar. Com o texto abaixo cada um de vocês pode tirar suas próprias conclusões.” Portinho acrescenta: “A única coisa que espero, um objetivo pessoal, é que os três Poderes atinjam o nível máximo de racionalidade que eles possam ter. Se não sair a pauta do Bolsonaro, que saia a pauta do Congresso, mas que seja uma pauta que leve o Brasil adiante”, afirmou.

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