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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Secom adota postura ‘antivax’

Alexandra Martins

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A Secretaria de Comunicação da Presidência replicou a tese do presidente Jair Bolsonaro de desacreditar uma vacina para combater a covid-19. Na noite de ontem, o chefe do Planalto foi aconselhado por uma seguidora a não “deixa fazer esse negócio de vacina, não, viu? Isso é perigoso”. Ele respondeu, com gesto de continência: “A vacina… ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina”.

Nesta tarde de terça, 1, foi a vez da Secom reproduzir a temerária frase de Bolsonaro em anúncio de “bilhões de reais para salvar vidas e preservar empregos”, no Twitter. Na postagem, a declaração do presidente é acompanhada da frase: “O governo do Brasil preza pelas liberdades dos brasileiros”. Como você acompanhou aqui no BRP, a liberdade de imprensa, por exemplo, já foi ameaçada pelo presidente e seus filhos, especialmente quando os questionamentos são sobre as investigações das rachadinhas ligadas ao filho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-SP), e ao ex-assessor do parlamentar Fabrício Queiroz. Segundo o Ministério Público Federal, Queiroz depositou ao menos R$ 89 mil na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro. “Minha vontade é encher a tua boca com uma porrada, tá?”, respondeu Bolsonaro a um jornalista no domingo passado quando questionado sobre a movimentação bancária.