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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Secom diz que peça pedindo fim da quarentena é ‘experimental’

Gustavo Zucchi

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Com a notícia de que o governo se preparava para vincular em breve uma propaganda pedindo o fim do isolamento social, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) avisou que a peça é apenas “experimental”. Em nota divulgada na noite desta sexta-feira, 27, a secretaria afirma que não houve nenhum gasto na confecção do vídeo. E que ele ainda teria de ser aprovado pelo presidente para ser vinculado. “Trata-se de vídeo produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom. A peça seria proposta inicial para possível uso nas redes sociais, que teria que passar pelo crivo do Governo. Não chegou a ser aprovada e tampouco veiculada em qualquer canal oficial do Governo Federal”, diz a nota da Secom.

Nas redes sociais a propaganda “experimental” foi comparada com a peça feita pela cidade de Milão, na Itália, no começo do mês. Na ocasião, Milão tinha 250 pessoas infectadas e 12 mortes. Agora, a cidade italiana tem 37.298 casos, com 5.402 mortes.

Confira a nota completa:

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) informa que, com base em vídeo que circula desde ontem nas redes sociais, alguns veículos de imprensa publicaram, de forma equivocada e sem antes consultar a Secom sobre a veracidade da informação, que se tratava de nova campanha institucional do Governo Federal.

Trata-se de vídeo produzido em caráter experimental, portanto, a custo zero e sem avaliação e aprovação da Secom. A peça seria proposta inicial para possível uso nas redes sociais, que teria que passar pelo crivo do Governo. Não chegou a ser aprovada e tampouco veiculada em qualquer canal oficial do Governo Federal.

Cabe destacar, para não restar dúvidas, que não há qualquer campanha do Governo Federal com a mensagem do vídeo sendo veiculada por enquanto, e, portanto, não houve qualquer gasto ou custo neste sentido.

Também se deve registrar que a divulgação de valores de contratos firmados pela Secom e sua vinculação para a alegada campanha não encontra respaldo nos fatos. Mesmo assim, foram alardeados pelos mesmos órgãos de imprensa, que não os checaram e nem confirmaram as informações, agindo, portanto, de maneira irresponsável.

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

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