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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Secom e secretário de Cultura atacam comediante por paródia de propaganda

Gustavo Zucchi

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Após comprar a briga pela obrigatoriedade na vacinação, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) agora juntou forças com o secretário Mario Frias contra o comediante Marcelo Adnet. Tanto o atual responsável pela Cultura quanto a Secom atacaram Adnet após uma paródia de uma peça de propaganda do governo. No caso, o vídeo no qual Frias conclama a uma revalorização dos “verdadeiros heróis” da Pátria.

Na esquete de Adnet, ele imita Frias, Jair Bolsonaro, o ex-assessor Fabrício Queiroz e o apresentador Fausto Silva. “Infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, escreveu a Secom em suas redes sociais.

Já o secretário de Cultura, aparentando irritação com sua imitação, foi além, xingando o comediante de “palhaço decadente” e “criatura imunda”. “Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando, na verdade, não passa de uma criatura imunda, cujo adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula”, disse.

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Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando na verdade não passa de uma criatura imunda, cujo o adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula. Um Judas que não respeitou nem a própria esposa traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter. Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais. Pior do que isso: conta vantagem por se considerar melhor que as outras pessoas. Mas isso tudo é só para esconder a solidão em que ele se encontra. Quem em sã consciência consegue conviver no mundo real com um idiota egoísta e fraco como esse? Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão!

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A propaganda, estrelada e roteirizada por Frias, traz uma estética pretensamente “heroica”, com direito a uma música épica de fundo e Frias dizendo que “nossa história precisa ser contada”. Por causa da Semana da Pátria, a Secom tem relembrado algumas figuras brasileiras recentes que morreram salvando outras pessoas. Por exemplo, o caso do sem-teto Francisco Erasmo, que faleceu ao reagir a um homem que fazia uma moça refém na entrada da Catedral da Sé, em São Paulo.

Confira o esquete de Adnet:

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