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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Secretário de Comércio vê chance de acordo bilateral com EUA

Equipe BR Político

O secretário de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, afirmou que a vinda ao Brasil do secretário de comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, é um sinal de que o intercâmbio comercial-econômico entre os dois países deve aumentar. Atualmente, esse comércio, segundo Troyjo, está “muito aquém de seu potencial”. Dentre os elementos favoráveis para aumentar o fluxo comercial, estariam a “coincidência de propósitos” entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente Jair Bolsonaro, e também a relação entre o secretário americano e o ministro da Economia, Paulo Guedes. “O secretário de comércio dos EUA e o ministro da Economia se conhecem há bastante tempo, antes mesmo de terem essas funções nos respectivos governos. Eles têm uma excelente relação”, disse Troyjo, que participará de reunião com ambos na tarde desta quarta-feira, 31. “Tanto isso é fato, que um secretário de comércio americano não vinha ao Brasil já há muitos anos”.

Em entrevista ao Globo, Troyjo afirma que um dos caminho para melhor interação econômica com os EUA é a realização de “joint ventures” em mercados onde os dois países são competidores, como no setor do agronegócio. O secretário também avalia que é possível costurar um acordo bilateral entre Brasil e Estados Unidos simultaneamente a um acordo entre os americanos e o Mercosul. “Brasil e EUA têm uma agenda muito ambiciosa e abrangente, que envolve investimentos em infraestrutura, novas tecnologias, formação de joint ventures, investimentos, facilitação de comércio, convergência regulatória, padrões de comércio digital e serviços. Para muitos dos temas comerciais que não envolvem tarifas, a gente pode avançar no nível bilateral”, disse.

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