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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Secretário defende ‘critérios técnicos’ na Secom

Equipe BR Político

No meio do confronto entre aliados do ex-astrólogo Olavo de Carvalho e do ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz, até poucas semanas atrás, o secretário especial de Comunicação do Palácio do Planalto, Fabio Wajngarten, defendeu “critérios técnicos” na distribuição da verba publicitária do governo federal, durante audiência pública na Comissão de Transparência do Senado, nesta terça, 28. Ele está subordinado a Santos Cruz. Na tentativa de afastar suspeitas de viés ideológico como critério, o secretário declarou que “governo tem que falar com todo mundo alicerçado nos mais rígidos critérios técnicos”.

De janeiro a abril, segundo ele, os recursos foram assim distribuídos: 60,42% para a televisão, 14,35% para a internet, 8,93% para mídia no exterior, 6,42% para o rádio, 5,99% para jornais impressos e 3,54% para revistas. Wajngarten declarou que é preciso uma “repactuação do setor” para que a maior parte da verba publicitária do mercado não fique concentrada em apenas uma emissora, como ocorre hoje.  Wajngarten também afirmou que o orçamento da Secom foi contingenciado de R$ 150 milhões para R$ 108 milhões, em 2019.  Sobre as recentes disputas que envolveram Olavo, ele afirma que elas foram motivadas “por paixão pelo presidente”. Segundo ele, os filhos de Jair Bolsonaro não têm qualquer ingerência sobre a Secom.

 

 

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