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por Marcelo de Moraes

Secretário exonerado por Fux diz que nunca agiu sem anuência dos chefes

Equipe BR Político

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A exoneração do médico Marco Polo Freitas de secretaria do STF, pedida pelo ministro Luiz Fux, presidente da Corte, ficou mais vexaminosa nesta terca, 29. Sua saída se deu após o STF enviar um pedido de “reserva” de doses de vacina contra o novo coronavírus para 7 mil pessoas do STF à Fiocruz. E não foi assinado por ele, mas por outro servidor, o diretor-geral do STF, Edmundo Veras dos Santos Filho, no dia 30 de novembro.

Freitas disse à reportagem do Estadão que soube da exoneração pela imprensa.

“Respeito rigorosamente a hierarquia administrativa do Supremo Tribunal Federal. Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”, escreveu o médico, em resposta enviada à reportagem por e-mail.

E segue:

“Tenho 33 anos de serviços públicos prestados à comunidade. Sou médico concursado do Supremo Tribunal Federal – STF, desde setembro de 2009. Fui Secretário da Secretaria de Serviços Integrados de Saúde do STF nas gestões do Excelentíssimo Senhor Ministro Ricardo Lewandowiski, da Excelentíssima Senhora Ministra Cármen Lúcia e do Excelentíssimo  Senhor Ministro Dias Tofolli, com reconhecimento pelos serviços prestados”, acrescentou.

Com forte reação contrária inclusive de ministros do STF, o pedido diz que a reserva das doses pretendia imunizar o maior número possível de trabalhadores do STF e do Conselho Nacional de Justiça e “contribuir com o País nesse momento tão crítico da nossa História”, ajudando a acelerar o processo de imunização dos brasileiros.

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