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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Seis meses de governo minoritário no Legislativo

Equipe BR Político

O governo do presidente Jair Bolsonaro chega à marca de 6 meses de existência sem reunir uma base aliada no Congresso, o que desafia o chamado presidencialismo de coalizão, em que o chefe do Executivo divide poder com o Legislativo. Não só o presidente parece não querer formar essa base de apoio, dado seu temor em virar uma “rainha da Inglaterra” e o valor que já expressou ter sua própria caneta, como tem preferido, até o momento, executar o presidencialismo plebiscitário, modelo sustentado na conexões diretas do presidente com o eleitor. Como resultado dessa gestão minoritária, a aprovação das pautas de interesse do governo não engrenou, conforme mostra o especial infográfico do Estadão, neste domingo, 30.

Em abril, por exemplo, o Executivo não emitiu orientação para nenhum projeto votado em plenário, o que criou um deserto de pautas. Houve um hiato de 42 dias de 26 de março a 7 de maio. Para ao ex-deputado e escritor Fernando Gabeira, o presidente deveria buscar “entendimento com bancadas estaduais ou regiões para contemplá-las e fazer deputados de cada região parceiros de suas propostas. Mas para isso é preciso um projeto nacional, saber o que vai fazer em cada região, e não acredito que Bolsonaro saiba. Ele tem algumas ideias soltas. Você precisa conhecer a realidade das bancadas regionais, o que se passa em Rondônia, no Mato Grosso do Sul, e negociar com conhecimento, entender os temas que tocam os deputados e senadores de cada região”, conforme afirma em entrevista ao Estadão.

 

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