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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem anistia, PMs encerram motim no Ceará

Equipe BR Político

Há 13 dias amotinados, um grupo de PMs e forças do Estado entraram em acordo na noite de domingo, 1, para acabar com o motim no Ceará, mas sem o que as forças de segurança mais reivindicavam: a anistia, um ponto inegociável pelo governador Camilo Santana (PT), especialmente após o senador Cid Gomes (PDT) quase morrer em razão de dois tiros disparados pelos policiais contra ele quando tentava entrar na arena de protestos com uma retroescavadeira.

A proposta inclui o direito dos policiais de responderem ao processo legal sem perseguição, com amplo direito a defesa e ao contraditório, a ser feita por instituições sem ligações com o Estado, como a OAB, o Exército e a Defensoria Pública. Na semana passada, o governo cearense enviou uma PEC à Assembleia estadual que proíbe anistiar policiais militares.

O acordo não incluiu aumento salarial diferente do que já havia sido proposto. O impacto no orçamento será o mesmo já previsto anteriormente pelo governo do Ceará, de R$ 495 milhões. O acordo também prevê que o governo do Ceará não irá transferir os policiais que participaram do motim para trabalhos no interior no prazo de 60 dias.

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