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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem CPI da Lava Toga, Juíza Selma pode deixar o PSL

Equipe BR Político

Diante da articulação dentro do PSL para barrar a CPI da Lava Toga, que pretende investigar membros do STF, a senadora e ex-magistrada Juíza Selma (PSL-MT) avalia deixar o partido. Selma foi uma das senadoras que assinaram o requerimento para a criação da CPI. “A senadora Juíza Selma esclarece que devido a divergências políticas internas, entre elas a pressão partidária pela derrubada da CPI da Lava Toga, está avaliando a possibilidade de não permanecer no PSL”, diz a nota enviada por sua assessoria. A ex-juíza também não pretende retirar sua assinatura a favor da CPI. É permitido a senadores mudarem de partido livremente, sem punição por infidelidade partidária.

A senadora Selma Arruda (PSL-MT)

A senadora Selma Arruda (PSL-MT). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O Senado, no entanto, não tem pretensão de levar a proposta adiante: o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), alega que a comissão de inquérito seria inconstitucional. Ele já pediu para parlamentares de seu partido retirarem o apoio à proposta, como foi o caso da senadora Maria do Carmo (DEM-SE).

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que o ajude na articulação contra a criação da CPI. Flávio foi um dos únicos integrantes do partido do presidente que não assinaram a proposta.

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