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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem o prometido ‘banco de talentos’, apadrinhamentos correm soltos

Equipe BR Político

A Casa Civil até chegou a anunciar que as nomeações para cargos federais nos Estados obedeceriam a critérios técnicos para evitar o toma lá, dá cá da tal velha política, mas a realidade é que as indicações políticas prevalecem, como mostra reportagem do jornal O Globo. Segundo dados da Secretaria de Governo, já foram feitas 313 nomeações, 614 nomes estão sob análise e 430 indicações foram negadas de um total de 1.044 pedidos de deputados e senadores para indicar aliados nos cerca de 15 mil cargos federais.

Levantamento da publicação identificou que 82 pessoas foram indicadas por políticos nos Estados. Os partidos mais contemplados são os do centrão, como MDB, PSD, PP, DEM, PL, SD, PROS e Republicanos, que somam 65 dos cargos mapeados, e o PSL apenas sete. Os apadrinhamentos ocorrem em maior volume no Ibama, Incra, Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Funasa, Sesai (Secretaria Especial de Saúde Indígena), Dnit e Iphan. Alguns exemplos:

  • Na superintendência da Funasa na Paraíba, permanece a mãe do líder da maioria na Câmara , Aguinaldo Ribeiro (PP)
  • A mulher do deputado Herculano Passos (MDB-SP), vice-líder do governo, foi nomeada para a Secretaria de Inclusão Social e Produtiva Urbana em Brasília
  • O deputado Gustinho Ribeiro (SD-SE) indicou a tia para dirigir a Funasa em Sergipe

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