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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem radares móveis, cresce número de mortos em rodovias federais

Equipe BR Político

Após a retirada dos radares móveis em rodovias federais, determinada pelo presidente Jair Bolsonaro em agosto, houve um aumento nos números de mortos e feridos. Entre agosto e outubro deste ano, o número de óbitos aumentou 2% e o de feridos, 9,1%, ante o mesmo período de 2018. Os dados são da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e foram compilados pela organização SOS Estradas.

Como informa o Estadão, os dados indicam uma relação entre a retirada de radares móveis e aumento nas estatísticas de mortes e machucados no trânsito. Até março de 2019, os dados mostravam uma queda de 7% nos óbitos e de 4,3% nos feridos, ante o mesmo período de 2018. Em 31 de março, porém, o governo federal cancelou a instalação de novos radares nas rodovias. No período imediatamente posterior, de abril até julho, o total de mortes cresceu 2,7% na comparação com o mesmo período de 2018. A retirada dos radares fez com que 85% da malha pavimentada ficasse sem fiscalização eletrônica de velocidade. Segundo um estudo do Ministério da Infraestrutura, o excesso de velocidade é responsável por 16,1% das mortes em estradas federais.