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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem redução da desigualdade, país não vai crescer, reitera Arminio

Equipe BR Político

O ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga reiterou na quinta, 21, suas críticas à tese econômica liberal ortodoxa de que o bolo precisa crescer para depois ser repartido entre a população. “Discordo radicalmente de uma linha de pensamento mais antiga, que é fazer o bolo crescer para depois distribuir. O bolo não vai crescer, a situação do país é precária e altamente instável. Essas coisas (redução da desigualdade) têm de acontecer em paralelo com outras mudanças”, afirmou ele em evento na Faculdade de Economia da USP.

Economista Arminio Fraga Foto: Fabio Motta/Estadão

Para chegar lá, ele propõe receita amarga aos donos de capital, como tributação de dividendos e aumento de cobrança sobre heranças e doações. Também defende a revisão das deduções de impostos de renda com gastos de saúde e educação e, especialmente, reforma na carreira do funcionalismo.

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