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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

Sem texto, sem negociadores e sem votos

Marcelo de Moraes

Não existe a ilusão de que aprovar a reforma da Previdência é uma tarefa fácil. Mas existe a compreensão da necessidade de fazê-la e a expectativa de que, impulsionado pela recente vitória eleitoral, Jair Bolsonaro tenha cacife político para dobrar as costumeiras resistências à ideia. O problema é que falta muita coisa para que a proposta possa avançar no Congresso.

A primeira e mais central: não foi definido ainda que texto será enviado para o crivo dos parlamentares e se será fatiado ou não. Exemplo: pode ser mandado um texto apenas com a questão da idade mínima. Outra questão fundamental: o governo ainda não organizou sua equipe de articulação política no Congresso e, por mais otimista que sejam os discursos dos bolsonaristas, não possui ainda os votos necessários para aprovar uma mudança constitucional desse porte. Ou seja: a situação atual é que o futuro governo quer aprovar uma reforma que ainda está sem texto, sem negociadores e sem votos. /M.M.

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