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por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

O funil do Senado

Vera Magalhães

Se no primeiro trimestre os holofotes do País estiveram voltados para a Câmara dos Deputados por conta da reforma da Previdência, neste o pêndulo se inverte, e o Senado passa a deter o monopólio das pautas de interesse do Planalto. A Casa, que fez o País parar e olhar para ela em fevereiro, na surrealista escolha de seu presidente, que acabou vencida por Davi Alcolumbre (DEM-AP), volta assim ao protagonismo. Reportagem do Globo nesta quarta, 11, aborda esse aspecto, que temos destacado aqui no BRP também.

Plenário do Senado Federal.

Foto: Dida Sampaio/Estadão

A grande novidade na equação política é o recente alinhamento de Alcolumbre com o Executivo. Eleito com o apoio de Onyx Lorenzoni, ele se aliou ao também correligionário Rodrigo Maia numa linha de independência com o Executivo nos primeiros meses. Mas a entrada na pauta da reforma da Previdência e a iminente indicação de Eduardo Bolsonaro para a Embaixada do Brasil em Washington o levaram de volta à órbita palaciana. Em troca, Alcolumbre ganhou o direito de indicar aliados seus para postos em órgãos federais como o Cade. Sua atuação pode ser decisiva para conter as resistências ao nome do filho do presidente, a pavimentar o caminho para Augusto Aras na PGR e para matar no nascedouro a CPI da Lava Toga, que divide a base bolsonarista.