Imagem da Vera Magalhães e Marcelo de Moraes

por Marcelo de Moraes

Senado vai para o recesso sem definição de candidatos à presidência

Gustavo Zucchi

Enquanto a Câmara vai para o recesso de final de ano com os candidatos à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) praticamente definidos (o bloco do democrata deve bater o martelo nesta quarta-feira, 23), no Senado, impera a indefinição. Os senadores irão para as festas de final de ano sem saber quem são os nomes que estarão na disputa.

O plenário do Senado, em Brasília

O plenário do Senado, em Brasília Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), tenta buscar apoiadores que garantam Rodrigo Pacheco (DEM-MG) como candidato. Só que tudo indica que o democrata não terá apoio do governo. Jair Bolsonaro não estaria disposto a apoiar a candidatura do parlamentar mineiro.

O principal adversário do nome escolhido por Alcolumbre deverá sair do MDB. E na sigla, Bolsonaro tem três nomes que buscam a bênção presidencial. Os dois mais óbvios são os líderes do governo, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) e Eduardo Gomes (MDB-TO). Mas Eduardo Braga (MDB-AM) também se aproximou do Planalto recentemente.

Braga foi incluído com Gomes e Bezerra no “trio maravilhoso” do MDB na Casa, elogio feito por Bolsonaro durante cerimônia de posse de Gilson Machado como ministro do Turismo. O senador, que teve entreveiros com o governo, em especial com a equipe econômica, “acertou os ponteiros”, segundo pessoas próximas.

A vantagem de Braga seria não ser oficialmente uma liderança do governo, o que lhe daria menos rejeição da oposição. Corre por fora Simone Tebet (MDB-MS). A presidente da CCJ na Casa busca apoio entre senadores independentes para viabilizar seu nome. O que todos os emedebistas garantem é que o partido estará unido entorno de uma única candidatura. Definição mesmo de um nome, só em 2021.